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sábado, 23 de setembro de 2017

Viajar, escrever. Escrever, viajar.


Nesse momento eu deveria estar fazendo as unhas para ir ao casamento de uma amiga hoje à tarde, mas queria escrever um pouco sobre o curso de Travel Writer que fiz essa semana, antes que a sensação de "encantamento" passe.

Eu e a Tati fizemos o curso de manhã (de segunda a sexta, das 9h às 12h30 e sexta das 9h às 13h) e não à noite (se não me engano, das 19h às 22h30). Eu tinha pensado em fazer o curso noturno porque achava que não ia ter muita gente na turma da manhã, portanto, menos chances de interagir com pessoas interessantes - que engano! Tinha quase 20 pessoas na turma, e pessoas muito legais. Graças à Tati, fui direcionada para a turma certa.

Na segunda, perdi a hora e cheguei umas 9h20, quando todos já tinham se apresentado, mas ao longo da semana fui conhecendo melhor algumas pessoas. Nesse dia recebi um material de boas-vindas (uma pasta, crachá, bloco de notas, caneta e caderninho de anotações).

Nesse primeiro dia, o Zizo (com quem eu e a Tati fizemos o MBA em Book Publishing - aleluia, o curso chegou ao fim!) falou sobre a cultura viajante, contou umas histórias das viagens dele, deu dicas de como planejar uma viagem com o propósito de escrever sobre ela, dicas de escrita e escrevemos uma sinopse de um livro fictício de um relato de viagem escrito por nós, que depois foi avaliada por um colega. 

Na terça, o enfoque foi para textos narrativos, com vários exemplos de livros, e o exercício foi desenvolvermos a história da sinopse. 

Na quarta, aprendemos mais sobre textos ilustrativos, ou seja, matérias para jornais e revistas e, com o feedback do Zizo sobre o texto entregue na aula anterior, reescrevemos/ melhoramos a narrativa. 

Na quinta, a aula foi sobre textos informativos, próprios de guias de viagens e de alguns blogs de viagem, e nos foi dada a missão de escrevermos um "guia" sobre algum bairro para um certo público-alvo a ser definido por cada grupo, sendo que o grupo foi predeterminado pelo Zizo. Fiquei com o Carlos e com a Laís.

O Carlos, de Minas (havia pessoas de vários lugares do Brasil na turma, até uma de Manaus!), sugeriu fazermos um guia sobre a Liberdade. Gostei da ideia, e a Laís também topou. Eu e o Carlos combinamos de nos encontrar na Liberdade dali a algumas horas para fotografarmos e coletarmos informações para o nosso trabalho. A Laís tinha uma consulta médica, por isso ela não foi. Fiquei encarregada de ser a "editora-chefe" e juntar os textos (e fotos) de nós três, o que consegui fazer de madrugada.

Ainda na quinta, cada um ganhou um guia do Norte da Europa (que aparece na foto). Fiquei feliz, talvez seja o universo mandando um sinal de que as coisas vão ficar bem, e que talvez eu deva me planejar para visitar o norte da Europa, como a Islândia e a Groenlândia, como fez o Walter Mitty do filme sobre o qual quero escrever em breve.

Na sexta, o Zizo deu um feedback geral para a turma sobre os textos que escrevemos e um feedback específico para cada um por escrito (gostei muito de ter esse feedback individualizado), depois os grupos apresentamos os trabalhos, o Zizo tirou uma selfie, a turma comprou os livros da editora O Viajante com desconto - comprei o guia do Uruguai (que aparece na foto), já que ano que vem estarei em Porto Alegre - e fomos almoçar em um restaurante perto da Casa Educação, na Vila Madalena, onde o curso aconteceu.

O curso foi muito legal porque, além de aprender mais sobre algo que me interessa, pude conhecer pessoas que estão buscando alternativas para viverem mais, melhor e mais felizes. Vi que não estou sozinha nessa busca por equilíbrio e concluí, de novo, que não posso me deixar dominar pela angústia. Preciso confiar nos meus instintos e nem sempre ouvir meu lado racional. Talvez seja autodestrutivo ir pelo caminho que todo mundo vai, afinal, o que é bom para essas pessoas (prestar concursos públicos? ter filhos? me matar de trabalhar para comprar um apartamento?) pode não fazer sentido para mim. Talvez eu chegue aonde quero chegar (no Caminho do Meio?) por rotas não planejadas - E TUDO BEM. Preciso acreditar que consigo, porque não acreditar pode ser o primeiro passo para falhar.


Para se ter ideia do tanto que gostei das pessoas que aparecem na foto comigo, me ofereci para fazer um grupo para a gente no WhatsApp - um fato inédito até então. Sério.

Agora preciso ir. Preciso tomar banho e me arrumar para o casamento.

2 comentários:

Tati* disse...

Adorei o texto!!! O curso foi realmente ótimo! Acho que tivemos muita sorte com a nossa turma, pareceu que estávamos na mesma sintonia. Muito legal, né?

aline naomi disse...

É verdade, parece que todo mundo estava na mesma sintonia! :) Curti muito mesmo!!